34 visitantes on-line ( Entrar na Sala de Bate-Papo )São Paulo, 19 de novembro de 2017

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Ana
Ana nasceu de parto cesárea no dia 11/05/83.
Eu e meu marido tínhamos vinte anos.
Seu peso ao nascer foi de 2,750 kg, 47cm de comprimento e perímetro cefálico de 30,5 cm. Foi minha primeira gestação, o pré-natal foi feito a partir do terceiro mês e a gravidez foi tranquila.
A cesárea foi escolhida porque houve rompimento da bolsa mas, eu não entrava em trabalho de parto e não havia dilatação.
Ao nascer, a Ana chorou, porém era um choro fraquinho.
Ainda na maternidade nos alertaram para algum possível problema, pois a Aninha apresentava implantação baixa da orelha, palato alto e um pele fininha entre os dois primeiros dedos do pé bilateralmente. Ela também tinha dificuldade de sucção e quando conseguia mamar, regurgitava bastante.
Fez banho de luz por causa da icterícia no hospital e em casa.
Em casa, as dificuldades de sucção continuavam e a Ana não ganhava peso.
Eu procurava amamentá-la um pouco, várias vezes. Comecei com mamadeira antes dos dois meses na tentativa de fazer a Ana ganhar mais peso, como era mais fácil sugar, ela foi abandonando o peito.
As regurgitações e vômitos ainda persistiam, deixávamos ela em pé no colo para facilitar a digestão.
Aos três meses foi realizado exames genéticos. O resultado foi normal.
Foi realizado exame de contraste do aparelho digestivo, verificou-se falta de coordenação no processo de deglutição. Ocorreram algumas infecções respiratórias (otites, amigdalites).
Uma coisa marcante para nós foi quando a Ana deu sua primeira risada sonora, quase uma gargalhada aos quatro meses. Foi quando descobri também que estava grávida novamente.
A Ana tinha um pouco de hipotonia, iniciou fisioterapia e terapia ocupacional na Santa Casa com mais ou menos seis ou sete meses, ela sustentava a cabeça, mas não sentava sozinha que ocorreu aos dez meses.
Na época ela não engatinhava, mas já arrastava para alcançar brinquedos e objetos.
O crescimento e ganho de peso era lento, mas os problemas com vômitos e deglutição ficaram menos complicados e menos frequentes. Quatro dias depois da Ana completar um ano, nasceu meu segundo filho. Começou a engatinhar com alguma dificuldade nesta época. Apesar de ficar em pé com apoio, andar parecia um sonho distante. A fonoaudióloga levantou a hipótese da Ana ser portadora da síndrome de Rubinstein-Taybi, ficamos na dúvida por muito tempo.
Fisicamente a Ana evoluia bem e na parte motora mais lentamente. Aos dois anos ela engasgou com uma laranja e chegou a desmaiar, no desespero coloquei-a de ponta cabeça e bati com força em suas costas, e ela se recuperou, felizmente sem nenhuma sequela.
Nunca esquecemos deste fato. Nesta época fez tomografia computadorizada da cabeça que não detectou problema algum. Fez eletroencefalograma que apresentou uma pequena alteração mas nada que sugerisse algum problema.
O neurologista recomendou que procurássemos uma escola para aumentar os estímulos.
Já andava com algum apoio e dava uns passos sozinha, mas passou algum tempo andando de joelhos.
Com três anos e meio, começou a frequentar uma escola especial chamada A Criança.
Nas primeiras avaliações ela pintou um desenho e assinou com um enorme "A", que deixou todos impressionados, começou a andar com firmeza, fazia sessões de fonoaudiologia e psicologia.
Até então ela praticamente não falava, mas adorava música. Começou a usar o banheiro adequadamente sozinha com aproximadamente seis anos.
Percebemos seu interesse pelas letras, compramos uma lousa, ela se divertia em desenhar a vogal "A" pelas paredes e na lousa. Então, aproveitando seu interesse, comecei a nomear objetos pela casa. Assim, mesas, cadeiras, geladeiras, etc ganharam tarjas de esparadrapos nomeados.
Depois de dois anos, resolvemos tentar integrá-la em uma escola "normal", aos poucos ela foi se adaptando a rotina. Iniciou a natação, ela gostava muito.
Em 89, teve uma pneumonia, ficando internada por quatro dias, o médico que a atendeu assinou diagnóstico de pneumonia e síndrome de Rubinstein-Taybi. Foi o primeiro médico que endossou o parecer da fonoaudióloga de anos atrás.
O que nos preocupava era a linguagem, ela sempre teve boa compreensão, temperamento calmo e amistoso, mas sempre foi teimosa e às vezes ficava nervosa quando não era entendida. Ela e o irmão sempre se deram bem e brincavam bastante juntos.
Em 91 fomos para Inglaterra, uma mudança radical nas nossas vidas. Matriculamos ela em uma escola com crianças da mesma idade. A Ana se adaptou bem, acho que no fundo foi estimulante para ela, apesar de não falar, já compreendia bem o básico do inglês, o suficiente para se virar sozinha na escola.
Cantava músicas em inglês com suas amiguinhas. Lá ela também fazia natação.
Em Londres, senti a necessidade de alfabetizar a Ana, comecei a fazer cartelas com sílabas, em algum tempo ela começou a ler palavras curtas, então com nove anos, a Ana começou a ler e ela produzia em voz alta.
Voltamos ao Brasil no final de 92. Consegui com muita batalha, matriculá-la em uma escola estadual, na qual frequentou o ciclo básico. Eu não estava satisfeita, pois as classes eram enormes (mais ou menos quarenta e dois alunos) e a Ana precisava de mais atenção. Nesta mesma época, iniciou o curso de ballet, onde ainda frequenta. Em 94, a Ana menstruou pela primeira vez, o que nos preocupou muito, mas não foi difícil. Seu ciclo começou bastante irregular, com um longo período entre eles. Hoje em dia, é mais regular, aproximadamente quarenta dias.
O único incoveniente é a cólica que é facilmente controlada com uma bolsa de água quente.
Em 95, ela mudou para uma classe especial em uma escola estadual. Atualmente, a Ana faz sessões de fonoaudiologia e natação.
Ela não necessita de medicamentos, quando se resfria ou tem algum problema de saúde recupera-se facilmente. Utilizou aparelho de rápida expansão do palato, melhorando a abertura de sua arcada.
Bem, resumidamente, estes foram os fatos relevantes que eu tenho para contar sobre a Ana.
 
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